Terapia Manual

O século XIX foi um período de tumulto e controvérsia na prática médica. A história médica da época está repleta de sistemas não-ortodoxos Histórico da Medicina Manipulativa A medicina manual é tão antiga quanto a ciência e a arte da medicina propriamente dita.

O uso das mãos no tratamento de traumatismos e doenças foi praticado pêlos egípcios antigos. Sabe-se que até mesmo Hipócrates, pai da medicina moderna, usou procedimentos da medicina manual, particularmente técnica de tração no tratamento de deformidades da coluna vertebral. Os escritos de figuras históricas notáveis como Galeno, Celisies e Oribásio referem-se ao uso de procedimentos manipulativos. Há uma lacuna no relato do uso dos procedimentos da medicina manual correspondente ao tempo aproximado da divisão entre médicos e cirurgiões-barbeiros.

A partir do momento que os médicos passaram a ter menos contato com o paciente e que os cuidados diretos práticos com o paciente foram se tornando campo dos cirurgiões-barbeiros, o papel da medicina manual na arte da cura parece ter entrado em declínio. Esse período também representa o tempo das epidemias e talvez os médicos se mostrassem reticentes em entrar em contato pessoal próximo com seus pacientes.

No século XIX, observou-se um renascimento do interesse por esse campo. No início desse século, o Doutor Edward Harrison, graduado em 1784 pela Edinburgh University, desenvolveu respeitável reputação em Londres utilizando procedimentos da medicina manual. Como muitos outros proponentes da medicina manual no século XIX, ele acabou por alienar-se de seus colegas ao persistir no uso de tais procedimentos.

Os “Endireitadores de Ossos” (Bonesetters)
O século XIX foi um período de grande popularidade para os “endireitadores de ossos” (bonesetters), tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. O trabalho de Hutton, um habilidoso e famoso bonesetter, levou médicos eminentes como James Paget e Wharton Hood a relatarem em publicações médicas de prestígio, como o Rritish cal Journal e The Lancet, que a comunidade médica devia prestar atenção ao sucesso dos clínicos não-ortodoxos de banesetting.

Nos Estados Unidos, a família Sweet praticou o Bonesetting com maestria na região da Nova Inglaterra de Rhode Island e Connecticut. Há relatos também de que os descendentes da família Sweet emigraram para o oeste na metade do século XIX. Sir Herbert Barker foi um renomado Bonesetter inglês que trabalhou até o primeiro quarto do século XX, e sua distinção foi tal que chegou a ser nomeado cavaleiro da coroa.de cura.

Dois indivíduos que iriam influenciar profundamente o campo da medicina manual surgiram nesse período de agitação médica. Andrew Taylor Still, M.D., foi um médico treinado dentro dos moldes de treinamento por preceptores em vigor naquela época, e D.D. Palmer foi um dono de mercearia que se tornou médico de manipulação autodidata.

A Terapia Manual e Postural está indicada para a maioria das desordens músculo-esqueléticas, como por exemplo:

•Cervicalgia;
•Lombalgia;
•Artrose;
•Tendinite;
•Epicondilite
•Hérnia de Disco;
•Ciatalgia;
•DORT/LER;
•Disfunção da articulação têmporo- mandibular.

DEFINICAO DO MËTODO (CDS)

É um método de cadeias muculares e articulares criado na Bélgica por Godelieve Denys-Struyf (GDS) uma fisioterapeuta e osteopata Belga.

Trata-se de um método de fisioterapia e abordagem comportamental, de prevenção, tratamento e manutenção baseado na compreensão do terreno de predisposições”.

Godelieve afirma que o “corpo é linguagem”, ou seja, o corpo é um ótimo meio de comunicação, que devemos conhecer e estruturar para uma abordagem individualizada, seja ela preventiva ou curativa é importante “olhar” as mensagens gestuais e posturais desse corpo, para decifrá-las e entrar em comunicação (verbal e não verbal) com ele. O corpo nos diz muito sobre o momento que o indivíduo está vivendo ou sobre toda uma estrutura gerada pela sua história de vida. A pessoa exprime em sua postura tudo aquilo que as palavras não conseguem expressar.

Características gerais:

1. É primeiramente um método de leitura da postura, dos gestos e formas do corpo que fornece elementos para a compreensão dele e para o diálogo entre terapeuta e paciente, seja ele bebê, criança ou adulto. Tal leitura vai delimitar um tipo de “terreno”, psicomotor e fisiológico, com seus pontos fortes e fracos, e sugerir uma abordagem terapêutica apropriada ao terreno e uma estratégia de prevenção;

2. As observações relativas ao modo como o paciente utiliza o corpo irão, por sua vez, determinar os “modos de emprego” mais adequados a esse específico sistema locomotor. O resultado será um modo funcional e personalizado de equilíbrio, harmonização e utilização corporal mais consciente e adaptado ao paciente e às exigências do seu ambiente;

3. É um método de tratamento, que emprega uma diversidade de técnicas: ajustamentos osteoarticulares, modelagens, harmonização das tensões musculares (accordage), manobras que associam contrações isométricas e alongamentos, posturas e massagens. Estas últimas, podem ser profundas ou mecânicas, leves e energéticas e principalmente reflexas (STRUYF, 1995.)